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Alagação/Brincando como antigamente no Parque de Exposições

       A cidade de Rio Branco enfrentou um sério problema nos meses de março e abril - a alagação. Diversos bairros foram atingidos e seus moradores foram removidos pela prefeitura para o parque de exposições da cidade.
     Muitas instituições participaram do esforço para minimizar os efeitos da situação em que estes cidadãos, fora de seus domicílios, tiveram que enfrentar. Vejam em matéria da imprensa local como o poder público adotou medidas paliativas voltadas aos moradores atingidos pelo alagamento.

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     A Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil colaborou durante todo o período em que durou esta condição, levando o Projeto Brincando como antigamente ao parque de exposições como forma de garantir diversão com educação aos pequeninos desabrigados. O atendimento às crianças aconteceu todos os dias, pela manhã (8h-11h.) e à tarde (14h-17h.) e também nos finais de semana.

Confiram este lindo trabalho e nossos parabéns à professora Eurilinda Figueiredo (presidente da FGB) à professora Sheley Torres (coordenadora do Centro Cultural Thaumaturgo Filho) e à todos os 12 agentes culturais que conseguiram alegrar estes pequeninos da alagação.



A brincadeira começou com cantigas de roda

A Coordenadoria Municipal de Juventude também se fez presente.

Casa Rosa Mulher, outra importante parceria.


Não pode faltar água,


Nem banheiro...


Orelhão e varal,


Banho e local para lavar roupa,


Manutenção,


Segurança,


Imprensa


Prefeito Raimundo Angelim e Senador Jorge Viana acompanharam tudo de perto


Deputada Perpétua Almeida se esbaldou pulando corda


Kelen e Alexandre na cantoria

Centro de Multimeios tinha seu cantinho



Foi bom brincar de macaca (amarelinha),

Túnel,



Capoeira,

Futebol,

Tomar banho de chuva,

E conhecer esta linda vovó
  • Todas as fotos são de Alexandre Noronha (14/04/2011)


Alagação em Rio Branco

          O alagamento é um fenômeno comum no inverno amazônico, quando as chuvas abundantes provocam o aumento do nível das águas dos rios e que é conhecido na região como “alagação”. Esta situação causa transtornos aos moradores de locais próximos aos rios e periodicamente se repetem ano a ano devido aos fenômenos climáticos.

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Para o Dr. Foster Brown[1]A previsão de enchentes depois da queda das chuvas não deveria ser tão difícil se houver informações completas sobre a intensidade de chuvas, escoamento e evaporação na bacia, propriedades dos solos, relevo, etc.". Segundo este pesquisador "a maioria destes parâmetros pode ser determinada a partir de dados existentes. Entre estes dados, podem ser citados o relevo e tipos de solos, que não mudam na escala de tempo em que as previsões precisam ser feitas”.
De acordo com o pesquisador Evandro Ferreira[1] “Por outro lado, os fatores mais importantes que geralmente não podem ser bem determinados são a quantidade e a intensidade das chuvas. Tradicionalmente se usam pluviômetros para se estimar estes parâmetros. A previsão de enchentes depende da obtenção de dados relativos às chuvas, ou seja, dos pluviômetros. Rio Branco é o local em nossa região onde os dados sobre chuvas vêem sendo coletados há mais de 30 anos”.
Prossegue Ferreira “Se queremos ter uma melhor idéia sobre as enchentes - especialmente quando elas vão acontecer - esta é hora de investir no conserto destas estações fora de uso e instalar novas unidades em locais mais afastados da bacia, Entretanto, a simples instalação dos pluviômetros não basta. Tem que haver a garantia de que os mesmos vão ser mantidos e que as informações geradas por eles possam chegar o mais rápido possível às instituições de pesquisa e à Defesa Civil as autoridades estaduais e municipais - e respectivos assessores - fizessem uso rotineiro destas informações”.
Neste sentido Lima & Lima (2011)[1] apontam ser de grande importância que “haja uma preservação da floresta que margeia o rio Acre, para que ocorra a preservação das vidas de animais e vegetais na localidade, evitando que possa acorrer situação de desmate, caça e pesca predatória. Também é necessário se implantar políticas de acesso à moradia e de educação ambiental, para que os moradores próximos às margens do rio e os visitantes não venham a degradar essas áreas. Portanto, é preciso políticas de inclusão social e uma fiscalização mais acirrada para conscientizar e prevenir contra ações de pessoas que queiram tirar proveito predatório dessas áreas alagadiças.


[1] LIMA, R. B. L.; LIMA, P. B. O fluxo de águas no rio Acre e as alagações que atingem o Terceiro Eixo Ocupacional de Rio Branco. Disponível em http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/

[1] Pesquisador do Inpa-Ac e do Parque Zoobotânico da UFAC. Mestre em Botânica pelo Lehman College, New York, USA. Ph.D. em Botânica Sistemática pela City University of New York (CUNY) & The New York Botanical Garden (NYBG). Escreve em: http://ambienteacreano.blogspot.com/

[1] BROWN, Foster. Pesquisa para prever enchentes na Região MAP - I. Teste do Hidroestimador do INPE. Disponível em: http://map-amazonia.net/forum/showthread.php?t=50

Abril Indígena - Escola Mauricila Santana

   A escola Mauricila Santana está localizada no ramal Benfica, zona rural de Rio Branco/AC. No dia 18 de abril estivemos nesta escola realizando nossas atividades do abril indígena. Vejam fotos.

Ônibus da UFAC (Rumo ao Polo Agro-florestal Benfica)


Adriana (3o. período Lic.) brinca de peteca, com estudantes do 5o. ano, sob as árvores.


A diversão estava garantida


Sessão de cinema com temas indígenas (estudantes do 6o. ano)






Professora Célia Collet comandou a contação de estórias

A atenção foi total (estudantes do 7o. ano)

Jogo da onça


Estudantes do 5o. ano


Fernando (3o.período Bach.) auxilia os estudantes


O jogo suscitou muitas questões interessantes quanto à estruturação das regras.


Todos participaram com interesse, muitos já conheciam o jogo.

Ponte sobre o rio Acre (16 metros acima do nível - alagação)

          Encerramos nossa atividade do dia 18/04 com muita satisfação, fomos bem recebidos na Escola Mauricila Santana. A coordenadora da sala de leitura mostrou interesse em incentivar o jogo da onça durante suas atividades, pois, todas as crianças demonstraram grande envolvimento  e motivação para continuar aprendendo este  magnífico jogo de estrátegia indígena.




Taquari 2010

          bairro Taquari está situado no Segundo Distrito da cidade de Rio Branco. O processo de ocupação da área que hoje integra este bairro deve-se aos movimentos sócio-econômicos da década de 1970. Naquele período tanto o governos federal, quanto o governo estadual, implantaram diversos programas de desenvolvimento econômico que visavam substituir a tradicional atividade extrativista da borracha pela pecuária. Para tanto, diminuíram os financiamentos que eram concedidos aos seringais e criaram vários incentivos para empresários do sul do país, que quisessem montar fazendas de gado na região. Com essa substituição de seringais por fazendas pecuaristas ocorreu uma intensa migração da população que trabalhava na área rural para a área urbana, especialmente o Segundo Distrito, que teve sua população aumentada muito rapidamente. As migrações consistiam basicamente de seringueiros expulsos de suas terras. Muitos perderam tudo, tiveram as casas incendiadas e outros, com a falência do extrativismo e sob as ameaças dos pecuaristas, venderam suas colocações a preços irrisórios, mudando-se para a capital do estado em busca da sobrevivência.
          De acordo com Araújo e outros (2009)[1],  os problemas enfrentados pela população deste bairro, desde sua formação até os dias de hoje continuam os mesmos: deficiência de urbanização e saneamento básico. Além disso, há também as alagações periódicas que ocorrem de forma costumeira no período das chuvas.
          No bairro Taquari, boa parte da população é dona de suas próprias casas, o que não significa que usufruem de boas condições de moradia, pois a maioria das famílias reside em imóveis, sem a mínima condição de conforto. A inexistência de equipamentos de lazer ou a pouca utilização dos equipamentos existentes implica na marginalização das comunidades ali residentes.
          Por essas condições passamos a desenvolver em 2010 nosso projeto de extensão - Jogos, brinquedos e brincadeiras tradicionais, contando com apoio da Igreja Batista da Comunidade Taquari, dirigida pelo pastor Ivanildo Oliveira e coordenada pelos obreiros - João Paulo Oliveira e sua esposa Alessandra Viana. Esta igreja tem um terreno no bairro com pequena edificação que garante o suporte e a guarda do material utilizado nas atividades missionárias e, colocada ao nosso dispor para desenvolvimento do projeto. Além disso, a igreja garante o lanche das crianças nas tardes em que estamos no local.
         Vejam nossos melhores momentos em 2010.

Joao Paulo e Alessandra Viana


Nossa turminha menor


Coelhinho sai da toca


Engole-bola (bilboquê)


Vai-e-vem


Corrida com aro de bicicleta


Bate o pé


Corrida de saco


Pulando corda


Nossos amores


Aniversário Kátia


Carrinhos


Futebol

Grupo PET-EF (2010)


Dia das crianças

Muito obrigada a todos que fizeram de 2010 um sucesso!


[1]ARAÚJO, Ana Cunha.; SIQUEIRA, Eliane.; CARVALHO, Luciano.;  MALAQUIAS, Solange.; HAMAGUCHI, Suemi.; D’ALBUQUERQUE, Susye. Planejamento Urbano e Regional e Infra-Estrutura Urbana. Disponível em: http://planejurb.blogspot.com/2009/04/rio-branco-acre-estudo-urbanistico-da.html. Acesso em 14 de abril 2011.

Abril Indígena: preparação

          Fomos convidados pela professora Célia Collet, do recém-aprovado PET-Conexões de Saberes/Indígena a realizar o abril indígena. Esta atividade faz parte das ações deste grupo, sendo realizadas em escolas e espaços públicos diversos. Aceitamos o convite e após planejamento realizamos as seguintes atividades:
  1. Dias 11-04 e 12-04 reunimos  os dois grupos e discutimos nossaa abordagem, fechamos a programação, parcerias, transporte, material e divulgação. Assistimos a filmes com temática indígena, discutindo o enfoque do trabalho a ser realizado.
  2. Dia 16 (hoje) realizamos no turno matutino uma vivência de jogos e brincadeiras indígenas. Participaram os dois grupos PET- Conexões de Saberes e Educação Física. Realizamos esta atividade na Sala de Dança do Curso de EF/UFAC.

Corrente

Arranca mandioca


Briga de galo

Cabo-de-guerra

Brincadeira da ema

Festa do sapo

Pato cinza


Jurê
          No turno vespertino preparamos  brinquedos - peteca  e o jogo da onça que será utilizado em nossas atividades. Confiram.
      
 Professora Célia Collet e seu filhinho


 Organizando

          Para preencher as petecas utilizamos balões com serragem (fina). A melhor forma era encaixar os balões na garrafa pet fazendo pressão.


Jeandson (3o. perído Bach.) e Adriana (3o. período Lic.)
          Em seguida envolvemos as bexigas com a palha de milho, amarrando com a própria palha ou barbante.

Professora Alessandra (recém-formada), Kátia (5o. P/Lic.) e André (3o. P/Lic)

           Na confecção dos tabuleiros de jogo da onça utilizamos caixas de papelão, e riscamos com pincel atômico. Os petianos conexões de saberes, mestres do grafismo realizaram esta produção.









Jogo da onça

Primeira peteca
          Agora estamos com tudo pronto.Amanhã (2a. feira dia 18-04) começaremos na Escola Airton Senna, pela manhã  das 8h.30min. as 10h.30min. atenderemos turmas de 1o. a 3o. ano. No turno vespertino iremos à Escola Mauricila Santana, no horário das 14h. as 16h. atenderemos turmas de 5o. ao 7o. ano. Nossas atividades serão:
  1. Narração de estórias indígenas;
  2. Video;
  3. Brincadeiras e brinquedos indígenas;
  4. Palestra com indígenas Apurinã.
          Aguardem as imagens.