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10 ANOS DO PET EDUCAÇÃO FÍSICA/UFAC

XXI ENAPET - 2016 UFAC - Rio Branco/AC

Os grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) da Universidade Federal do Acre (Ufac), com apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), realizaram a solenidade de abertura do 21º Encontro Nacional dos Grupos PET (Enapet) na noite de segunda-feira, 01, no Teatro Universitário. O evento marca o início das atividades do Enapet, que acontece na Ufac até o dia 05. Neste ano, a temática do evento é Ensino, Pesquisa e Extensão: Indissociabilidade.
A mesa de abertura contou com a presença da vice-reitora da Ufac e reitora em exercício, Guida Aquino; da pró-reitora de Graduação, Aline Nicolli; do pró-reitor de Extensão e Cultura, Enock Pessoa; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação em exercício, Fábio Augusto Gomes; do presidente local da comissão organizadora do Enapet, Romeu Martins Silva; do coordenador interinstitucional dos grupos PET da Ufac, Anderson Mesquita; do presidente da Comissão Executiva Nacional do PET (Cenapet), João Aristeu; da representante dos tutores PET, Simone Lima e do representante dos bolsistas dos grupos PET, Thirson Rodrigues de Medina.
Para Guida Aquino, o PET é um programa que ajuda a melhorar a atuação dos cursos de graduação e a qualidade dos profissionais formados na universidade. “O PET é de muita importância para a Ufac pois auxilia na qualificação dos nossos estudantes”, lembrou Aquino. “Os alunos ficam aproximadamente três anos se qualificando para se tornar um bom profissional e um bom cidadão, trabalhando o tripé ensino, pesquisa e extensão, que é o foco da universidade”, explicou a reitora em exercício.
O presidente da Cenapet, João Aristeu elogiou o trabalho realizado pelos grupos PET da Ufac. “Estive aqui ano passado e pude conhecer o trabalho dos nove grupos da Ufac e é um trabalho muito bom, de qualidade. Podemos ver que a essência do PET é desenvolvida na Universidade Federal do Acre”, afirmou Aristeu. “São nove tutores de qualidade e este evento vai coroar o trabalho feito por aqui e vai agregar com outros grupos do Brasil, que é uma das virtudes do evento”.
A 21ª edição do encontro reúne mais de 350 alunos de 14 estados brasileiros no campus sede da Ufac, em Rio Branco (AC), para a reunião anual dos grupos PET. O encontro tem a finalidade de discutir temas relevantes para a manutenção e desenvolvimento do programa.
O estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), e participante do PET Engenharia Elétrica em Joinville (SC), Guilherme do Nascimento, que veio ao evento acompanhado de mais 12 estudantes, acredita que o mais importante no Enapet é o encontro promovido entre os grupos PET de todo o Brasil.
Ascom Ufac

Universidade Federal do Acre - Sede do ENAPET 2016




O Programa de Educação Tutorial conta, atualmente, em todo o país, com 800 grupos das mais diversas áreas de conhecimento, caracterizando-se pela proposta interdisciplinar e multidisciplinar, totalizando, aproximadamente, 800 tutores e cerca de 10. 000 alunos.
Na Ufac  contabilizam-se 09 grupos PET, sendo 07 grupos no Campus de Rio Branco: PET-Agronomia; PET-Geografia; PET-Letras; PET-Matemática; PET-Educação Física; PET-Economia; PET-Conexões de Saberes/Comunidades Quilombola e Comunidade do Campo; e dois grupos PET no Campus de Cruzeiro do Sul: PET-Agronomia; PET-Conexões de Saberes/Comunidades Indígenas. 
O evento tem o intuito de discutir temas relevantes à manutenção do programa, apresentar a produção acadêmica no âmbito da tríade - ensino, pesquisa, extensão - e colaborar com o desenvolvimento social por meio do pensar coletivo de temas de importância reconhecida para a sociedade. 
Em 2015, a Ufac apresentou em Belém, na Assembleia final do XX Enapet, a proposta para sediar o XXI Encontro Nacional do Programa de Educação Tutorial (ENAPET- 2016), aprovada por unanimidade pela plenária.
Assim, a Ufac sedia em 2016 o XXI ENAPET com o tema: Indissociabilidade Ensino, Pesquisa, Extensão.

Fichamento, como fazer?

Bolsistas do PET-EF/UFAC NO CONGRESSO PANAMAZÔNICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES (2013)

          Fomos convidados pelo Prof. Dr. Célio Borges, docente da Universidade Federal do  Rondônia (Curso de Educação Física), para participar do IV Congresso Panamazônico  de Educação Física e Esportes, realizado no período de 19 a 22 de setembro na cidade de Porto Velho (RO).
 
          Em decorrência do convite, nos reunimos e definimos as ações que deveríamos tomar para participar deste evento tão importante na região amazônica.


Reunião geral (Foto: Carlos Teixeira)
 
          Nos organizar para fazer as inscrições e o envio de trabalhos. Tivemos aprovadas quatro comunicações orais (cujos resumos seguem abaixo) e iniciamos a segunda etapa de nossa organização para o evento: as solicitações de transporte e bolsas Pró-Ciência para ajuda de custo.
Grupo PET-EF/UFAC (Foto: Emanuely Falqueto)
 
          Conseguimos o atendimento de todas as nossas solicitações e agradecemos ao empenho pessoal de nosso Reitor, prof. Dr. Minoru Martins Kimpara, e agradecemos também ao Pró-Reitor de Administração Bel. Thiago Rocha dos Santos, ao Pró-Reitor de Assuntos Estudantis, prof. Cleilton França dos Santos, ao Diretor de Assuntos Estudantis, prof. Antônio Pontes Junior e a todos os funcionários técnico-administrativos que viabilizaram a viagem do grupo, especialmente ao motorista, Sr. Vladimir.
          Ao longo deste processo outro grupo também se mobilizava, sob orientação do prof. Carlos Roberto Teixeira, coordenador do Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do Curso de Educação Física - Licenciatura.
Grupo PIBID-EF/UFAC
 
          Finalmente chegou o grande dia, os grupos PET e PIBID partiram no dia 19 de setembro/2013 de Rio Branco, as 6 horas pontualmente, do Campus da UFAC.
    PET e PIBID juntos representando a Educação Física da UFAC
                             (Foto: Socorro Craveiro)
 
          Em P. Velho os discentes ficaram hospedados no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (SINTERO), onde foram muito bem recebidos. Nossos agradecimentos especiais ao colegas do Sintero.
Sintero (alojamento)
 
          Neste mesmo dia os bolsistas fizeram o credenciamento e receberam o material do congresso.

         
Credenciamento (SENAC)
          
 Nossos trabalhos foram respectivamente (resumos):
JOGOS E BRINCADEIRAS POPULARES: OLHARES DOS ACADÊMICOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFAC.
 
1 Maria do Socorro Craveiro de Albuquerque (mariasocorrocraveiro@gmail.com) – Dra. em Educação – Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto (UFAC/AC). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas da Cultura Corporal e Comunicação na Amazônia. Tutora do Grupo PET-EF/UFAC.
2 Adriane Corrêa da Silva (adrine.acs@gmail.com) – Mestre em Educação Ambiental – Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto (UFAC/AC). Pesquisadora no Grupo de Estudos e Pesquisas da Cultura Corporal e Comunicação na Amazônia/UFAC. Colaboradora no Grupo PET-EF/UFAC.
3. Andre Crisnei Lima da Silva (andrecrisney@gmail.com) – Discente no Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista do Grupo PET-EF/UFAC.
4. Ivo Rodrigues do Nascimento (ivo_rodrigues1990@hotmail.com) – Discente no Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista do Grupo PET-EF/UFAC.
5. Kennedy José Cordeiro Lima (kellzinho_ac@hotmail.com) – Discente no Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista do Grupo PET-EF/UFAC.
Pintura Ivan Cruz (2012)
INTRODUÇÃO: Este trabalho trata de pesquisa realizada na disciplina de Teoria e Prática de Jogos e Brincadeiras Populares, ministrada em 2010. OBJETIVO: Resgatar as brincadeiras do cotidiano infantil, a partir dos olhares dos/das acadêmicos/as do 8º período do Curso de Licenciatura em Educação Física, fortalecendo assim, as identidades socioculturais dos estudantes da Universidade Federal do Acre. METODOLOGIA: Partimos do pressuposto de que a cultura corporal resulta de conhecimentos socialmente produzidos e historicamente acumulados pela humanidade. Tal produção pode ser identificada como forma de representação simbólica de realidades vividas pelos seres humanos e foram historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (COLETIVO DE AUTORES, 1992). Desse modo, a cultura lúdica é a dimensão da cultura caracterizada pelo processo pautado na aprendizagem centrada nos jogos, brinquedos e brincadeiras, construída a partir das referências de inserção social de pessoa e/ou grupos. E assim as brincadeiras supõem a capacidade de considerar uma ação de modo diferente (BROUGÈRE, 1997). DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: A partir desses olhares os acadêmicos/as reconstruíram suas práticas entendendo que no brincar temos parceiros em potencial que lhe darão um valor de comunicação particular, através da brincadeira. Neste relato com 17 acadêmicos/as, sendo 8 do sexo masculino e 9 do sexo feminino houve um levantamento de 80 brincadeiras e entre estas estão: barra/bandeirinha com 23 citações; pular corda com 15 citações; amarelinhas/macaca/macaquinha com 15 citações; manja com 13 citações; pular elástico com 12 citações; baleado/queimada com 12 citações; boca do forno com 11 citações; pé de lata/ lata/ lateiro/ salve latinha com 10 citações; pepeta/papagaio/curica com 7 citações; esconde-esconde com 7 citações; bolinha de gude/peteca/bila/turitis com 8 citações; roda cantada com 7 citações (Atirei o pau no gato, Fui no Tororó, A carrocinha pegou, Fui a Espanha); betis/taco com 7 citações; cabra cega com 7 citações dentre outras menos citadas. Entendemos que a cultura são valores, posturas, hábitos, lugares, conhecimentos, técnicas, identidades comuns e diversas, conceitos, saberes e fazeres múltiplos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Sendo assim, é preciso que o patrimônio cultural comum passe a ter lugar de cultivo de tradições, saberes e fantasias, e que se estabeleça uma relação, sob arranjos institucionais, entre saberes de “fora da escola” e o ensino de modo geral, desde a educação básica até a universidade. Dessa forma resgatando e ofertando brincadeiras na prática pedagógica, enquanto processo de ensino-aprendizagem estaremos potencializando essas atividades na escola e estabelecendo lugar a esses saberes.
Palavras-Chave: Jogos e Brincadeiras Populares. Patrimônio cultural. Educação Física.
 
 

         
PRÁTICA DE ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR I: SABERES DA DOCÊNCIA 
1 Maria do Socorro Craveiro de Albuquerque (mariasocorrocraveiro@gmail.com) – Dra. em Educação – Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto (UFAC/AC). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas da Cultura Corporal e Comunicação na Amazônia. Tutora do Grupo PET-EF/UFAC.
2 Adriane Corrêa da Silva (adrine.acs@gmail.com) – Mestre em Educação Ambiental – Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto (UFAC/AC). Colaboradora no Grupo PET-EF/UFAC.
3 Isohane Paz Santos (hane.ufac@gmail.com) – Discente no Curso de Licenciatura em Educação Física (UFAC/AC). Bolsista do Grupo PET-EF/UFAC.
4 Geuzileide Maria da Silva (geuzileide@hotmail.com) – Discente no Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.
5 Camille Silva Antiquero (camilly.antiquero@hotmail.com) – Discente no Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.
INTRODUÇÃO: Este trabalho é um relato de pesquisa realizado no Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Acre, durante a disciplina Prática de Ensino da Educação Física Escolar I, no segundo semestre de 2011.  OBJETIVO: Realizamos uma investigação visando identificar junto aos discentes, como se constroem os saberes da docência. METODOLOGIA:Para tanto utilizamos um texto gerador do debate (TARDIF, 2002), que realizamos em sala de aula, onde abordávamos a história de vida (pessoal e acadêmica) dos estudantes a partir de perguntas sobre: a trajetória escolar; em que etapa de ensino começou a ter educação física; exemplo (positivo e negativo) de professor de educação física; número de vestibulares que prestou até ser aprovado; motivos da escolha por um curso de formação docente, especialmente, educação física, juntamente com relatórios sobre a prática de ensino vivenciada na disciplina. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: Os dados apontaram para a confluência de diversas fontes de saberes. Assim, podemos dizer que os saberes pessoais provêm da família, do ambiente social, da educação básica e como tal, integram-se paulatinamente à aprendizagem profissional durante a formação inicial.
 
Fonte: Tardif, 2002.
 
Tais saberes têm uma natureza social, provêm de lugares sociais e estão situados fora da formação docente, sendo produzidos e legitimados em seus grupos sociais. Os saberes provenientes da escolarização básica vão sedimentar de modo cumulativo e seletivo as experiências escolares em relação aos investimentos subsequentes na formação profissional, moldando a identidade pessoal dos futuros professores e seu conhecimento prático. Os saberes provenientes da formação inicial são aprendidos e construídos para ensinar e são os saberes necessários à realização do trabalho docente, amalgamando os conhecimentos didáticos e pedagógicos a outros tipos de conhecimentos, tais como crenças, representações, certezas. Os saberes provenientes de programas, livros e outros materiais usados na prática docente estão ligados à situações de trabalho com os outros (alunos, funcionários, professores), ancorados na complexa tarefa de ensinar e situados num espaço de trabalho (a escola, a quadra, o campinho). Os saberes da experiência docente, na prática de ensino, dependem tanto das condições concretas nas quais essa aprendizagem se realiza, quanto da personalidade de cada sujeito. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Consideramos que os saberes da docência estão assentados em negociações com o que cada pessoa é – suas emoções, expectativas, historia pessoal, compromisso político, valores, ética – e o que faz. Isso indica que esses saberes serão utilizados tanto como um meio de trabalho, mas também operacionalizados e simbolizados em reflexões, gestos e palavras necessárias à sua realização.
Palavras-chave: Educação Física. Prática de Ensino. Saberes da docência.
 
SABERES DA ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA: IDENTIDADE PROFISSIONAL E CONHECIMENTO PRÁTICO 
1 Maria do Socorro Craveiro de Albuquerque (mariasocorrocraveiro@gmail.com) – Dra. em Educação – Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto da UFAC/AC. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas da Cultura Corporal e Comunicação na Amazônia. Tutora do Grupo PET-EF/UFAC.
2 Adriane Corrêa da Silva (adrine.acs@gmail.com) - Mestre em Educação Ambiental - Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto da UFAC/AC. Colaboradora no Grupo PET-EF/UFAC.
3 Raquel Gleyciane Santos de Souza (raquelciane@gmail.com) – Discente do Curso de Pedagogia (UFAC). Bolsista PROAES.
4 Eduin Fabi Souza  (eduzinhofernandes@hotmail.com) – Discente do Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.
5 Cassio Barbosa da Cunha (Cássio_100@hotmail.com) – Discente do Curso de Licenciatura em Educação Física da UFAC/AC. Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.

INTRODUÇÃO: Em 2011, durante a disciplina Prática de Ensino da Educação Física Escolar I no Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Acre, trabalhamos com relatos de experiências, através de investigações visando identificar saberes da escolarização básica. Para tanto utilizamos um texto de (TARDIF, LESSARD, LAHAYE, 1991) para a fundamentação desta proposta, percorrendo assim, as histórias escolares dos acadêmicos. OBJETIVO: Com isto buscamos identificar os diferentes tipos de saberes provenientes da formação básica, na qual: “uma boa parte do que os professores sabem sobre o ensino, sobre os papéis do professor e sobre como ensinar provém de sua própria história de vida, principalmente, de sua socialização enquanto alunos” (TARDIF, 2002, p. 68). DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: Os futuros professores em suas narrativas apontaram juízos provenientes de tradições escolares que interiorizaram ou negaram, caracterizados por aspectos positivos e/ou negativos de seus professores de educação física. Os aspectos positivos, a saber, foram: atenção; cuidado com o aluno; pontualidade; amabilidade; inclusão; aulas diversificadas com turmas mistas; planejamento; socialização; aulas teóricas; responsabilidade; estimulava a participação; caráter; honestidade; valor; criatividade; paciência; empenho; assiduidade; disciplina; aulas dinâmicas; esforço pessoal para a realização das aulas; importava-se com os alunos; alegre/divertido; brincalhão; boas avaliações. Nos aspectos negativos emergiram as seguintes características: ênfase no esporte/treinamento; metodologias inadequadas; laissez-faire; falta de compromisso; negligência com a segurança dos alunos; preferência pelos atletas; preconceito; exclusão; não dominava o conteúdo; só fazia aula prática (“jogava bola”). Assim, o que foi retido das experiências escolares dimensiona, ou pelo menos orienta os investimentos e as ações durante a formação inicial.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ao longo de sua história de vida pessoal e escolar, supõe-se que o futuro professor interioriza certo número de conhecimento, de competência, de crença, de valor, os quais estruturam a sua personalidade e sua relação com os outros, que são reatualizados e reutilizados, de maneira não reflexiva, mas com grande convicção na prática.
Desse modo, o futuro professor se baseia em sua experiência vivida, enquanto fonte viva de sentidos, a partir da qual o próprio passado lhe possibilita esclarecer o presente e antecipar o futuro.
Palavras-chave: Educação Física. Saberes da escolarização básica. Identidade profissional.
 
 
ESCOLHA PROFISSIONAL DE ESTUDANTES DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DA UFAC: INGRESSANTES EM 2008
1 Maria do Socorro Craveiro de Albuquerque (mariasocorrocraveiro@gmail.com) – Dra. em Educação – Docente do Centro de Ciência da Saúde e do Desporto (UFAC/AC). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas da Cultura Corporal e Comunicação na Amazônia/UFAC. Tutora do Grupo PET-EF/UFAC.
2 Adriane Corrêa da Silva (adrine.acs@gmail.com) – Mestre em Educação Ambiental – Docente no Centro de Ciência da Saúde e do Desporto (UFAC/AC). Colaboradora no Grupo PET-EF/UFAC.
3 Renilson da Silva Oliveira (renna.oli@gmail.com) - Curso de Licenciatura em Educação Física (UFAC/AC). Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.
4 Ricardo Victo Gama de Barros (ricardovitor_kodinho@hotmail.com) - Curso de Licenciatura em Educação Física (UFAC/AC). Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.
5 Vera Lúcia Godoy Miranda de Araújo(veralucia.ufac@gmail.com) - Curso de Licenciatura em Educação Física (UFAC/AC). Bolsista no Grupo PET-EF/UFAC.
 
INTRODUÇÃO: Este é um relato de pesquisa realizada do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Acre. OBJETIVO: Considerando-se que a escolha profissional é um processo contínuo e complexo, nesse estudo objetivamos identificar os motivos da escolha profissional por um curso de licenciatura, particularmente, em educação física, com cinquenta discentes, durante a disciplina Prática de Ensino da Educação Física Escolar III, no segundo semestre de 2011. METODOLOGIA: Para tanto utilizamos o seminário temático (THIOLLENT, 1992), onde os participantes narraram sua trajetória escolar, tendo como foco: permanência no sistema escolar até o ingresso no ensino superior (momentos decisivos, desempenho na escola, relação com os colegas/professores)pessoas significativas na trajetória escolar; expectativas/ projetos e postura familiar sobre escolarização. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: As narrativas dos discentes apontaram como fatores pela escolha por um curso de licenciatura: o exemplo de familiares docentes; apoio/influência da família; gosto pelo ensino; ganhar a confiança dos pais; saber lidar com crianças. Em relação à escolha por um curso de licenciatura em educação física, apontaram como fatores: ter sido atleta; ter exemplo de outros professores de educação física; identificação com a área; gostar de ensinar; maior possibilidade no vestibular; interesse financeiro; maior possibilidade profissional; incentivo de familiares; necessidade de conhecimento; ascensão social; gostar de esportes; ter um curso superior; mudar o contexto atual da área; querer fazer a diferença.  Desse modo, constatamos que a maioria (98%) dos discentes escolheu o magistério em educação física como primeira escolha no vestibular – embora por razões diversas –e, apenas 2% dos participantes indicou “não saber” o motivo de sua escolha. No ano de ingresso desses estudantes (2008), segundo dados de Neri (2009) a relação candidato-vaga em E.F (Licenciatura) foi de 12,34% e nota de corte foi de 65 pontos. Os familiares desses ingressantes tinham renda de até quatro salários mínimos; nenhum dos pais tinha curso superior; tinham a idade média de 19 anos; se autodeclararam da cor parda; cursaram o ensino médio em escola pública (no período diurno e na modalidade regular); e não trabalhavam quando se inscreveram no vestibular.
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS:Assim, constata-se uma substantiva associação entre as propriedades econômicas, culturais e escolares dos estudantes e a sua inserção no campo acadêmico, o que remete a uma educação pública que ainda não foi capaz de combater as desigualdades e promover a democratização das oportunidades escolares e das condições de permanência dos estudantes na universidade, de modo a garantir a conclusão do curso, aproveitando plenamente a experiência acadêmica.
Palavras-chave: Educação Física. Escolha profissional. Docência.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
         

 

PET-EF/UFAC TAQUARI: Balanço de 4 anos de trabalho


Hoje vivemos uma situação contraditória provocada de um lado, pelo excesso de brinquedos produzidos pela indústria e oferecidos às crianças das classes econômicas mais favorecidas – cujo poder aquisitivo de suas famílias lhes permite conviver com uma quantidade exagerada desses produtos - e de outro lado, pela impossibilidade de acesso a estes brinquedos pelas crianças das classes econômicas menos favorecidas.
Nesse sentido o Grupo PET-EF/UFAC tem priorizado suas ações de extensão em bairros onde não há políticas públicas voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes, no que se refere à cultura lúdica.
 Dentre esses bairros decidimos realizar nossas ações de extensão no  Taquari, em 2009, a partir de pesquisa realizada por estudantes de Urbanismo da FAAO (Siqueira et al, 2008 [1] ), onde obtivemos os dados da situação socioeconômica deste bairro, que boa parte dos órgãos públicos na época não dispunham, tais como: renda, moradia, grau de satisfação dos moradores do bairro em relação aos serviços de abastecimento de água e energia, coleta de esgotos e estrutura viária.
Vejamos a seguir como esses dados se apresentavam.  gráfico 1 demonstra a renda familiar.
 
Figura 1: Renda familiar
Fonte: Siqueira et al, 2008.

 
               Como se pode ver, algo em torno de 2% da população possui renda igual ou inferior a um (1) salário mínimo.
              Além disso, a maioria das famílias reside sem as condições mínimas de conforto e saneamento em áreas alagadiças.
 
Figura 2: Moradia

Fonte: Siqueira et al, 2008.
 
                   Quanto à infraestrutura, a rede de esgoto não atende adequadamente as necessidades dos moradores. Boa parte foi desenvolvida pela comunidade. As soluções adotadas se dividem em: fossa, córrego, caixas coletoras, "pântanos, e há, ainda, os tubos que levam o esgoto até o rio Acre.
Figura 3: Esgoto
Fonte: Siqueira et al, 2008.
 
               Em relação ao abastecimento de água, o bairro é dotado de variadas soluções, que vão desde o abastecimento pela rede pública (embora a maioria não seja beneficiada), passando por poços artesianos, chegando à retirada diretamente do rio Acre, sem qualquer tratamento.
 

Figura 4: Abastecimento de água
Fonte: Siqueira et al, 2008
               Em relação ao calçamento e pavimentação das ruas do bairro Taquari, apenas a rua principal é provida de asfalto. No entanto, a maioria das vias carece de pavimentação e não possui calçadas para pedestres. 
 
Figura 5: Pavimentação
Fonte: Siqueira et al, 2008
 
               No que se refere ao lazer, a quase inexistência de equipamentos ou sua baixa utilização implica na impossibilidade de efetivação de práticas esportivas e sociais. Em muitos casos, parte dos equipamentos que foram encontrados estão sem condições de uso, sendo utilizados por delinquentes, afastando a comunidade destas áreas de lazer.
 
Figura 6: Equipamentos de lazer
Fonte: Siqueira et al, 2008
 
               A maioria dos moradores do Taquari, segundo dados de Siqueira et al (2008), avalia a segurança como insuficiente, não atendendo as demandas existentes, conforme podemos conferir abaixo.
 
 
 
Figura 7: Segurança
Fonte: Siqueira et al, 2008.
 
               Neste sentido, havia no bairro um local de trajetórias e percursos noturnos, onde a comunidade silenciava diante do que acontecia ali durante a noite. O terreno  (particular) estava invadido pelo mato, infestado de ratos e outros animais nocivos, escuro e localizado no cruzamento de vários caminhos, apresentava as condições propícias para práticas delituosas, tais como o consumo de drogas e bebidas alcóolicas, o que era frequente no local. Isso acarretava perigo para as crianças que durante o dia brincavam no local, e eram abordadas por esses indivíduos que lhes assediavam com propostas nefastas - ocasião que estas ficavam à mercê desses sujeitos - longe do alcance do olhar de seus responsáveis.
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 
                Nesse contexto fomos procurados pela Igreja Batista do Taquari para realizarmos uma parceria e poder prestar atendimento às crianças e jovens daquele bairro. Discutimos as condições de perigo daquele local (próximo à igreja) para a comunidade como um todo, especialmente para as crianças. A solução foi apresentada e concretizada na compra do terreno pela congregação.
 
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 

               Assim, reunidos decidimos fazer um dia de mutirão comunitário para limparmos o terreno e fazer nosso local de lazer e espaço social de reuniões e práticas lúdicas e esportivas.
               Contamos com a participação e confiança dos pais,
 
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
              
              E as crianças, nossos mais entusiasmados parceiros.
 
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 
             As irmãs fizeram aferição da pressão nos participantes.

Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 
          Ao término do trabalho o terreno foi demarcado e fizemos um torneio de futebol com as crianças devidamente uniformizadas,
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 
          Distribuímos prêmios e brindes ao final do torneio.
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 
            A comunidade do Taquari atendeu nosso chamado e participou de forma importante para o estabelecimento desta parceria entre o Grupo PET-Educação Física da Universidade Federal do Acre e a Igreja Batista do Taquari para o atendimento deste bairro.
Foto: Arquivo PET-EF/UFAC
 
               Tudo isto aconteceu em 2009. A partir dessa época todos os anos nos reunimos e fazemos o mutirão de limpeza de nossa área de lazer quando começa o verão amazônico.
Mutirão Taquari 2013
Foto: Alexandre Noronha
 
               De lá para cá, muita coisa mudou. Este ano já contamos com três (3) terrenos onde desenvolvemos nosso trabalho.
               No primeiro foi construída a igreja, e na frente temos um terreiro onde podemos brincar com segurança e tranquilidade.
Foto: Alexandre Noronha
 
               Os outros dois terrenos ficam nos fundos da igreja e foi onde instamos nossa lona (ao fundo) e deixamos um espaço ao ar livre.
Cadastro
Foto: Alexandre Noronha
 
               Vejam nossas bolsista preparando o local para as atividades.
Foto: Alexandre Noronha
              
               E como não poderia deixar de ser, nossos colaboradores especiais também não se furtaram ao trabalho.
Foto: Alexandre Noronha
 
              Depois foi só diversão.
Foto: Alexandre Noronha
 
          Vejam que imagem especial de nossa tarde junto com estas crianças.
Foto: Alexandre Noronha
 
          Eles são o motivo da nossa atenção e carinho. Obrigada a todos os que fazem do Polo Taquari um local de esperança  e alegria para estas crianças.
Foto: Alexandre Noronha
      
 
          OBSERVAÇÃO: Todas as fotos publicadas foram autorizadas pelos pais e/ou responsáveis pelas crianças.
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[1] SIQUEIRA, E.; CARVALHO, L.; HELENA, R.; MALAQUIAS, S.; HAMAGUCHI, S.; D’ALBUQUERQUE, S. Estudo Urbanístico da Regional I. Rio Branco, AC: FAAO, 2008.  
 


 

 


 

PET-EF/UFAC-Cultura Corporal Indígena

                Iniciamos esta semana o Ciclo de Palestras "Cultura corporal indígena", destinado a estudantes de Ensino Médio das escolas de Rio Branco. Nesta primeira fase: Elozira Thomé, Theodolina Falcão e João Aguiar.
           A temática da diversidade etno-cultural na Educação Física pode ser abordada a partir da Lei n. 11.645 de 10 de março de 2008, que altera a LDBEN (9394/96), incluindo no currículo oficial da rede de ensino a  obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-brasileira e Indígena".
          Assim, o art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passou a vigorar com a seguinte redação:

Art. 26-A.  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1o  O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2o  Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.”
          O convite para estas palestras partiu do professor de Educação Física Gualter Craveiro que ministra esta disciplina na Educação de Jovens e Adultos (EJA) noturno em diversos estabelecimentos da rede estadual de ensino.
          Iniciamos o ciclo de palestras na Escola Elozira Thome, no dia 11 de junho/2013.
           A temática foi dividida em 5 tópicos:
  1. Conceituação e definição de cultura corporal;
  2. Tematização da cultura corporal na escola: jogos, danças, ginásticas, esportes, lutas, mímicas, expressões corporais;
  3. As práticas corporais indígenas;
  4. Jogos indígenas.
            No que se refere ao conceito de cultura corporal, buscamos mostrar aos estudantes que todas as sociedades possuem cultura corporal, mas, nem todas possuem educação física e, consequentemente procedemos a uma definição e diferenciação destes dois termos.
Bolsistas do PET-EF em atividade anual do "Abril Indígena" (na foto realizando a brincadeira gavião e pintinhos) nas dependências da UFAC (Curso de Educação Física/Bloco Walter Félix).
 
            Mostramos que os seres humanos criaram no decorrer de sua história diversos tipos de práticas corporais, de maneira a garantir sua sobrevivência no planeta, enfrentando as dificuldades naturais e desenvolvendo soluções no cotidianos para atender suas necessidades básicas: alimentação; proteção da prole; domesticação de animais; controle do fogo; construção de abrigos; fabrico de ferramentas, armas e utensílios; o desenvolvimento de técnicas de cultivo; as celebrações; a linguagem verbal e não-verbal; e o desenvolvimento da escrita que possibilitou a comunicação, o registro e difusão de informações para a construção de conhecimentos (ALBUQUERQUE, 2011[1]).


Quebra-cabeça linha do tempo em espiral
 
           Assim, podemos dizer que as práticas corporais são culturais. Ou seja, todas as sociedades ou grupos humanos produzem cultura corporal, pois, ela é o resultado de conhecimentos sobre o corpo que foram acumulados pela humanidade. Tais conhecimentos foram produzidos na relação dos seres humanos entre si e com a natureza, de modo a obter respostas satisfatórias às necessidades humanas (sobrevivência, fome, sede, proteção dos filhos, abrigo, diversão, culto), como já vimos.
 
Corrida de toras
Foto: Edison Bueno
 
 
 
 
 
 
 
 
           Portanto, a cultura corporal se manifesta em diversos tipos de práticas corporais, tais como: as danças; os esportes; as lutas; as ginásticas; as dramatizações; as mímicas; os jogos.
          A educação física, por sua vez, é a disciplina que tematiza na escola os elementos da cultura corporal.
 


         Após a definição e conceituação do tema, projetamos um documentário produzido pelo Ministério da Cultura e Ministério do Esporte que trata dos Jogos dos Povos Indígenas [2].
         O vídeo apresenta comentários dos idealizadores deste evento cultural brasileiro - os irmãos Carlos e Marcos Terena - bem como informações sobre a organização, infraestrutura e condições de realização deste acontecimento.
        Para os idealizadores dos Jogos dos Povos Indígenas:
            "O importante não é competir, e sim, celebrar"
Em sua sabedoria milenar, a cultura indígena valoriza muito o celebrar. Suas festas são manifestações alegres de amor à vida e a natureza. Têm como referência em suas tradições a espiritualidade, que é a dimensão da vida criada por um ser superior, tendo nos elementos da natureza - árvores, pássaros, animais, rios, lagos, matas - a grandeza da vida.

Essa tradição não tem sentido de coisa passada e sim na busca da memória, que é transmitida e atualizada de geração a geração, respeitando-se assim esses valores, adquirindo o dom da partilha em comemorar uns com os outros, vivendo a gratuidade do festejar.

Com a chegada da "nova civilização", as comunidades indígenas criaram outros mecanismos políticos, sociais e econômicos. Foi desse contexto que nasceu a ideia da criação dos Jogos dos Povos Indígenas, um segmento que nunca fora antes pensado, cuja função e objetivos ganham cada vez mais o caráter de composição da grande família. Todos participam, promovendo a integração entre as diferentes tribos com sua cultura e esportes tradicionais.

Nasce um novo conceito de se fazer, conhecer e se estabelecer uma relação de igualdade com a sociedade envolvente. Somente o esporte possibilitará esse momento de respeito às diferenças e de promover a diversidade cultural étnica que caracteriza os indígenas brasileiros.

Carlos Justino Terena

                   

Jogos dos Povos Indígenas 2013 (Cuiabá/MT)
 
          A proposta para a edição de 2013 é reunir índios representantes de cerca de 40 etnias nacionais. As delegações disputarão dez modalidades esportivas e tradicionais presentes no cotidiano das aldeias. Arco e flecha, corrida de tora, natação, canoagem e arremesso de lanças são algumas delas. “Trata-se de uma tradição iniciada por nossos ancestrais, transmitida e atualizada de geração em geração, respeitando os valores e adquirindo o dom da partilha do reencontro entre parentes”, definiu o coordenador de Cultura e Esporte Tradicional Indígena, Carlos Terena (Fonte: Funai).
          Encerrando nossa explanação, falamos sobre diversos tipos de jogos indígenas que contribuem para nossa memória lúdica. E dentre eles, o jogo da onça, que foi jogado por todos os presentes.
                             Estudantes da Escola Estadual Elozira dos Santos Thomé
                                                Foto: Socorro Craveiro
         
           O PET-EF/UFAC agradece a recepção que tivemos na Escola Elozira Thomé.


[1] ALBUQUERQUE, Maria do Socorro Craveiro de. Brincando como antigamente: jogos e brincadeiras tradicionais. Rio Branco: MINC/PMRB/FGB, 2011.


[2] Os Jogos dos Povos Indígenas é um evento de competição esportiva criado em 1996  através de uma iniciativa indígena brasileira, do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena (ITC), com o apoio do Ministério do Esporte do Brasil. O primeiro foi realizado em Goiânia, capital do estado de Goiás. O responsável pela articulação junto aos povos indígenas e a organização desportiva, cultural, espiritual e tradicional é o líder indígena  Marcos Terena, que também é fundador e presidente do ITC. Carlos Terena, irmão de Marcos, é o organizador executivo e um dos idealizadores dos Jogos.
 

 
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