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Alagação em Rio Branco

          O alagamento é um fenômeno comum no inverno amazônico, quando as chuvas abundantes provocam o aumento do nível das águas dos rios e que é conhecido na região como “alagação”. Esta situação causa transtornos aos moradores de locais próximos aos rios e periodicamente se repetem ano a ano devido aos fenômenos climáticos.

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Para o Dr. Foster Brown[1]A previsão de enchentes depois da queda das chuvas não deveria ser tão difícil se houver informações completas sobre a intensidade de chuvas, escoamento e evaporação na bacia, propriedades dos solos, relevo, etc.". Segundo este pesquisador "a maioria destes parâmetros pode ser determinada a partir de dados existentes. Entre estes dados, podem ser citados o relevo e tipos de solos, que não mudam na escala de tempo em que as previsões precisam ser feitas”.
De acordo com o pesquisador Evandro Ferreira[1] “Por outro lado, os fatores mais importantes que geralmente não podem ser bem determinados são a quantidade e a intensidade das chuvas. Tradicionalmente se usam pluviômetros para se estimar estes parâmetros. A previsão de enchentes depende da obtenção de dados relativos às chuvas, ou seja, dos pluviômetros. Rio Branco é o local em nossa região onde os dados sobre chuvas vêem sendo coletados há mais de 30 anos”.
Prossegue Ferreira “Se queremos ter uma melhor idéia sobre as enchentes - especialmente quando elas vão acontecer - esta é hora de investir no conserto destas estações fora de uso e instalar novas unidades em locais mais afastados da bacia, Entretanto, a simples instalação dos pluviômetros não basta. Tem que haver a garantia de que os mesmos vão ser mantidos e que as informações geradas por eles possam chegar o mais rápido possível às instituições de pesquisa e à Defesa Civil as autoridades estaduais e municipais - e respectivos assessores - fizessem uso rotineiro destas informações”.
Neste sentido Lima & Lima (2011)[1] apontam ser de grande importância que “haja uma preservação da floresta que margeia o rio Acre, para que ocorra a preservação das vidas de animais e vegetais na localidade, evitando que possa acorrer situação de desmate, caça e pesca predatória. Também é necessário se implantar políticas de acesso à moradia e de educação ambiental, para que os moradores próximos às margens do rio e os visitantes não venham a degradar essas áreas. Portanto, é preciso políticas de inclusão social e uma fiscalização mais acirrada para conscientizar e prevenir contra ações de pessoas que queiram tirar proveito predatório dessas áreas alagadiças.


[1] LIMA, R. B. L.; LIMA, P. B. O fluxo de águas no rio Acre e as alagações que atingem o Terceiro Eixo Ocupacional de Rio Branco. Disponível em http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/

[1] Pesquisador do Inpa-Ac e do Parque Zoobotânico da UFAC. Mestre em Botânica pelo Lehman College, New York, USA. Ph.D. em Botânica Sistemática pela City University of New York (CUNY) & The New York Botanical Garden (NYBG). Escreve em: http://ambienteacreano.blogspot.com/

[1] BROWN, Foster. Pesquisa para prever enchentes na Região MAP - I. Teste do Hidroestimador do INPE. Disponível em: http://map-amazonia.net/forum/showthread.php?t=50

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